A porta estava entreaberta, alguma coisa passou por alí . Estava muito escuro pra ver, preferi voltar pra beira do lago . Chegando lá, deixei me levar por aquelas ondulações brilhantes, aquela água escura, contrastando com o dia cinzento . Muita neblina hoje . Já em casa, ouvi os mesmos ruídos vindo daquela casa, e isso estava se tornando rotina . Poderia ser alguém arrumando os móveis . Eu só queria descansar, meu dia foi estranho, todo aquele papo no trabalho me deixou assustada. Esqueci meu livro preferido no ônibus, que droga !!! Não sei como isso aconteceu, eu ter esquecido meu querido livro ...
Já de manhã, meu sono foi interrompido abruptamente por alguém no portão, uma velha senhora um pouco inquieta, me cumprimenta, sorri ansiosa e me entrega um pequeno panfleto . Não li na hora, agradeci e voltei pra dentro, querendo dormir mais uns minutos . Não dá tempo, preciso ir pra cafeteria correndo . Mais um dia cinza, mais café, mais panquecas, por favor ... 19:00hs ônibus, e, a lembrança do livro que perdi ... Estranho minha amiga ter olhado pra mim daquele jeito, quando eu comentei a respeito dos ruídos daquela casa ao lado . São vizinhos, vizinhas, vizinha, vizinho ? ... Não sei, só sei que o barulho me incomoda, às vezes . Móveis que se arrastam, pancadas nas paredes ... Nem sempre é tão intenso, só às vezes . E tenho a sensação de que a casa ao lado "respira" . Na madrugada, qualquer som é perceptível, e, quando deito e me atento ao som do ambiente externo, tenho a sensação de ouvir os passos no assoalho, suaves, rápidos ao longe .
Uiii, quero ler o resto da historia. medinho. beijos
ResponderExcluirCalma, garotinha ! Num fica com medo não kkkkkk
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