quarta-feira, 7 de março de 2012

Desaparecida CAPITULO 3

Um homem de sobretudo marrom entrou na cafeteria olhando de uma lado a outro . "Pois não, senhor. Posso ajudá-lo ?" - Eu disse . "Sim, uma xícara de café sem açúcar, por favor ." Disse o homem .  Sua inquietação me fez perguntar por impulso : "O senhor está bem ?"  -"Sim, claro". Mas, logo que virei as costas para lavar as xícaras, ele me chamou, e tirou do bolso lentamente, uma foto. Uma bela jovem de olhos castanhos e pele morena, sorridente . "Ela está desaparecida, desde ontem, você a viu" ? - "Não, infelizmente não, mas, se eu a vir, o que faço ? "Ligue para mim, aqui está, pode ser a qualquer hora !"  
"Pode deixar". Então, ele pagou e saiu. Fiquei um pouco incomodada com a situação, continuei meu trabalho e estava me preparando para fechar . 
Cheguei em casa, tomei um banho e fui me vestir . Ao acender a luz da cozinha, me deparei com algo nojento no chão, um rato morto, com suas tripas para fora, dei um grito de nojo e susto, sem saber o que ia fazer para tirá-lo dalí, pois não queria ter que colocar a mão naquela coisa ! Não teve jeito . Pus as luvas e peguei tudo aquilo com horror e limpei o assoalho o máximo possível, já era o jantar, já era meu sossego ! Droga ! Como aquilo foi aparecer alí ? AH, minha janela da cozinha ficou aberta ! DROGA, malditos gatos ! E fui pisando forte   para meu quarto . Respirei fundo e peguei meu livro que, antes, estava perdido e fora encontrado  lá fora . O abri com carinho e lá estava um bilhete, escrito com uma letra graciosa e feminina : "Querido Theo, te espero na segunda árvore, aquela da pedra, no lago. Beijos, Amelie . Então, imaginei, dois jovens casais usando meu livrinho como porta voz de um recadinho amoroso ... Então, sorri, repousando as costas no travesseiro devagar .
Uma manhã ensolarada, um dia lindo ! E levantei-me animadamente para regar as flores da varanda. Mais, uma vez, aquela sensação estranha de estarem me observando. Meus vizinhos não ficam tão longe, podem estar me olhando, normal . Mas, observar ? Odeio esta sensação ! E enfiei a pazinha na terra, tentando arrancar as raízes daninhas do meu girassol. E uma sombra cobriu a visão do que eu estava fazendo. Sapatos pretos de couro, e calça azul marinho, terno amarrotado. Levantei-me : -Bom dia senhor . eu disse. - Bom dia, como vai ? ele disse. - A senhora chama-se Júlia ? -ele perguntou. Prontamente o respondi que não. -Oh, desculpe-me, estou procurando uma senhora chamada Júlia, cheguei de viagem para mandar um recado para ela . - Lamento, mas não sei informar onde ela mora, não conheço ninguém com esse nome . Quem sabe alí naquela casa possam lhe informar ? - Espantado, o homem apontou a casa da Sra  Dereon e disse: - Alí ??? Não, não!!! Vou confirmar esse endereço e volto amanhã, obrigado e desculpe o incomodo !  E saiu . Não entendi o olhar espantado daquele homem, parecia alcoolizado . Pobre homem ...

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